Domingo, 22 de 8 de 2010 às 09h59
Na hora de comprar o primeiro laptop, é sempre aquela dúvida: PC, produzido por vários fabricantes e que geralmente usa o Windows como sistema operacional, ou Mac, fabricado pela Apple? Especialistas consultados discordam em relação às vantagens e desvantagens de cada uma das duas plataformas. Para eles, tudo depende de vários fatores.
Abel Alves, colunista do jornal mineiro Hoje em Dia, diz que “quem compra com a cabeça, prefere PC; com o coração, Mac”. Ele explica que os laptops da Apple tendem a ser preferidos por serem bonitinhos.
- Nada contra o Mac, mas quem o compra está pagando mais caro pela grife quando um PC dá conta das mesmas coisas e não é tão caro.
Já Marco Fadiga, diretor da produtora Caju Filmes e professor de edição, fã de tudo que é da Apple – ele já tem um iPad, que usa principalmente para ler livros digitais –, recomenda um laptop da Apple para quem já teve contato com algum produto da empresa, ainda não viciou no Windows e é um profissional ligado ao mundo do audiovisual, como um editor de vídeo (como ele), um artista ou um designer.
- Quem quer um laptop da Apple pode comprá-lo em uma ponta de estoque a preços acessíveis. Para os profissionais, recomendo um MacBook Pro. Já para quem quer fazer tarefas mais básicas, um MacBook básico.
Entre as vantagens de um PC, Abel diz que, pelo menos no Brasil, os PCs já vêm com a nova geração de processadores da Intel – I-3, I-5 e I-7 – têm um preço mais acessível do que um Mac e contam com uma maior facilidade de assistência técnica.
Fadiga conta que os notebooks da Apple funcionam melhor, não pegam quase vírus, têm menor necessidade de conserto, são mais confiáveis e tendem a durar mais.
Como tudo depende do tipo de atividade na qual você pretende usar seu laptop, seguem algumas dicas úteis antes de comprar o seu.
Processador – se seu laptop será seu principal computador, escolha uma CPU com o melhor processador possível e pelo qual possa pagar. Não gaste dinheiro extra com o processador, a menos que saiba por que precisa de mais velocidade.
Memória mínima - na prática, se você precisa editar vídeos ou mexer com programas gráficos, prefira um Mac ou um PC com bastante memória RAM. Se for apenas para ler e enviar e-mails e processar planilhas e documentos, no mínimo 2 gigabytes. Um laptop rápido exige uma combinação de disco rígido rápido, muita RAM, Wi-Fi e placa de vídeo.
Disco rígido – prefira discos rígidos de pelo menos 7200 rotações por minuto. Por mais rápido que seja o processador, se o disco não for rápido o laptop vai parecer lento.
Wi-Fi – prefira laptops com Wi-Fi e que eles sejam compatíveis com o padrão 802.11n. Evite comprar modelos sem acesso sem fio ou que só funcionem no padrão somente b. Você pode achar bobagem, menos na hora que precisar se conectar e não encontrar uma placa externa de Wi-Fi.
Placa de vídeo – tente comprar um laptop com a melhor placa possível. Quanto mais memória ela tiver, mais rápido sua tela será atualizada e mais rápido vai parecer que seu computador está rodando, principalmente quando navegar na internet.
MAC X PC
Vantagens do Mac
- Funcionamento mais estável: trava menos
- Pouco atacado por vírus
- Menor necessidade de conserto
- Mais confiável
- Melhor usabilidade (mais fácil de aprender do que um PC)
Desvantagens do Mac
- Preço (mais caro do que um PC)
- Pouca assistência técnica no Brasil
- Poucos profissionais qualificados em hardware
- Reposição de peças menor que a dos PCs
- Programas mais caros
Vantagens do PC
- Processadores mais modernos
- Preço mais acessível
- Maior facilidade de assistência técnica
Desvantagens do PC
- Mais sujeito a ataques de vírus
- Troca de bateria depois de um ano e meio
- Difícil de escolher por causa contar com muitas marcas: prefira as maiores, como Dell e HP
Fonte: R7
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Misael Lima
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Quinta-Feira, 19 de 8 de 2010 às 13h03
O Internet Explorer é o navegador mais utilizado do mundo, sem dúvidas. E o principal motivo para isso é o fato de que este aplicativo já vem instalado em seu computador com o sistema operacional Windows.
Em comparação com o número de usuários de Linux e Mac OS, o Windows tem a liderança disparada, levando consigo seus programas oficiais. No entanto, uma rápida conversa com programadores, web designers e todos que trabalham na área de internet pode relevar uma verdadeira revolta contra o IE.
E por que tanto ódio? Seria o Internet Explorer o causador de todos os males da internet? Não, não é para tanto. Mas enumeramos aqui alguns problemas sérios que este navegador apresenta e que podem fazer com que você migre para a concorrência.
1. Segurança
Segurança é uma das questões principais que levam milhares de pessoas e empresas a migrarem para outros navegadores. O Internet Explorer – principalmente da versão 7 para baixo – não é considerado seguro.
Na Alemanha, uma verdadeira campanha contra o navegador da Microsoft foi criada e até mesmo a empresa de Bill Gates já pediu que os usuários abandonassem o uso da versão 6 do navegador.
Mas, não importa a versão, o IE é considerado por muitos um navegador perigoso, através do qual hackers podem facilmente invadir seu computador e acessar informações. Isso ocorre porque o Internet Explorer trabalha com ActiveX e Active Scripting, funções que permitem que navegador seja acessado de outros programas.
Dessa forma, outros usuários podem controlar seu computador, deixando-o vulnerável a ataques, vírus e todo tipo de malware. A diferença em relação a outros navegadores é que você precisa abrir arquivos ou clicar em links mal intencionados para que este ataque possa ocorrer. No Internet Explorer não, basta, apenas,utilizá-lo.
2. Um dilema para web designers e programadores
A programação e criação de páginas na internet é um dilema para quem tem que trabalhar com Internet Explorer. A grande questão aqui é que existem padrões seguidos na internet que simplesmente não fazem parte do IE.
Estes padrões não estão em um livro sagrado nem nada do tipo, mas são regras seguidas para que navegadores, programadores, web designers e usuários coexistam pacificamente e tenham o mínimo de problemas possível ao acessar e criar páginas para a internet.
A briga com a Microsoft é por conta dela simplesmente ignorar estes padrões, fazendo do Internet Explorer o navegador mais difícil para se trabalhar. O tempo necessário para desenvolver uma página para o IE poder ser o dobro (ou mais) do que se utiliza para outros navegadores.
Além disso, a reclamação constante de web designers e programadores é: um erro encontrado no Mozilla Firefox, Opera, Chrome e Safari é algo possível e relativamente fácil de resolver – principalmente porque eles seguem o mesmo padrão. Um erro no Internet Explorer pode resultar em horas de muito trabalho a mais.
O resultado para os usuários é que a utilização do Internet Explorer pode resultar em web sites com visual mais pobre ou até mesmo muitos erros e bugs. Além disso, muitos sites não oferecem mais visualização utilizando o IE 6 – é o caso do Orkut, que exibe um aviso para que você atualize o IE ou utilize outro navegador.
3. Interface deixa a desejar
Se por um lado os navegadores estão ficando cada vez mais simplificados e com visual limpo, o Internet Explorer parece não acompanhar totalmente esta tendência. Não é uma questão de modismo nem de beleza, mas sim de praticidade.
O navegador não deve chamar a atenção, nem muito menos ocupar espaço desnecessário na tela de seu computador. Ele é apenas o meio pelo qual você visualiza sites – estes sim destinados a serem belos e funcionais.
Internet Explorer 8
Opera 10
Para muitos, o Internet Explorer deixa a desejar no quesito interface. Ainda que ele tenha – com atraso – adicionado a visualização em abas e inserido campos de busca (seguindo o modelo do Mozilla Firefox), ele ainda é um navegador com interface poluída.
4. Personalização?
Sabemos que os usuários do Baixaki adoram personalizações, com temas para desktop, papéis de parede, protetores de tela, ícones e imagens. Com o navegador não poderia ser diferente e aqui esbarramos na limitação do IE.
Google Chrome 5
O Chrome possui temas variados para inserir na interface, o Firefox conta com o Personas, onde até mesmo os usuários podem criar skins. O Opera, além dos temas, permite alterações na interface e que o usuário adicione widgets ao navegador. E o Internet Explorer? Bem, você pode navegar em tela cheia se quiser. E é basicamente isso.
5. Como desinstalar o Internet Explorer?
Você já tentou desinstalar o Internet Explorer do Windows? É quase uma missão impossível. Apesar de o site da Microsoft informar que é possível fazer isso através do Painel de Controle – como removemos qualquer outro aplicativo – ao acionar a lista de programas, o IE não está lá. É necessário procurar programas e novos atalhos para eliminar este navegador de sua máquina.
6. Devagar quase parando...
O Internet Explorer é mais lento que outros navegadores. O Baixaki já fez testes extensos para comprovar isso, mas a diferença de velocidade entre Firefox, Opera e Chrome em comparação com o IE é facilmente perceptível por qualquer usuário. Se você utiliza o Internet Explorer, dê uma chance outros navegadores por alguns dias. Com certeza, você perceberá a diferença no tempo de carregamento das páginas.
7. As extensões
As extensões são funções muito úteis e populares dos navegadores atuais, permitindo que você deixe o aplicativo voltado para o que há de mais interessante para você. É possível atualizar o Twitter, verificar se recebeu novos emails, atualizações de RSS, entre outros.
O Internet Explorer demorou (muito!) para incorporar o uso de extensões em seu navegador. E então, ele demorou mais ainda para permitir que usuários criassem suas próprias extensões para serem compartilhadas.
Sendo assim, o IE ainda está muito atrás de outros navegadores no quesito variedade e qualidade dos plugins e add-ons oferecidos. Novamente, para quem quer personalizar e direcionar o uso do navegador, o Internet Explorer não é a melhor opção.
8. 15 anos de vida e oito versões
Enquanto outros navegadores lançam atualizações de tempos em tempos, buscando corrigir erros e adicionar novas funções, o Internet Explorer faz grandes atualizações mais espaçadas.
Dessa forma, as inovações e correções sempre demoram mais a chegar para os usuários do IE. De 1995 para cá, foram apenas 8 grandes atualizações. Em uma rápida comparação, o Chrome, de 2008, já está na sua quinta versão (e com disponibilidade da versão 6.0 Beta).
Além disso, a demora na atualização do navegador da Microsoft faz com que muitos usuários utilizem ainda o IE 6. A versão 8 do navegador foi lançada em 2009, e está previsto para o dia 15 de setembro o anúncio do Internet Explorer 9 - confira imagem abaixo.
Fonte: CNBeta
Parece que o pessoal da Microsoft andou acelerando um pouco o processo de atualização, felizmente! Mas antes que você fique muito feliz com a notícia é bom lembrar: o IE 9, aparentemente, não poderá ser instalado em máquinas com Windows XP.
9. Desconfiança de muitas empresas e sites
Sites como Twitter e Orkut anunciaram publicamente que não oferecem mais suporte para o Internet Explorer 6 – versão ainda muito utilizada. No entanto, muitas empresas vão além, cortando totalmente o IE (em qualquer versão) de seu suporte, por conta de problemas com segurança e compatibilidade.
Cada vez mais surgem programadores e web designers que simplesmente se recusam a desenvolver páginas para o navegador da Microsoft, e empresas e bancos que chegam a recomendar o uso de outras opções.
10. Opções melhores
Ao longo do artigo fizemos comparações do que outros navegadores podem fazer por você. Apesar de saber que este é um tema polêmico, visto que muitos usuários preferem utilizar o Internet Explorer, vale a pena experimentar outras opções.
As três principais são, sem dúvida, o Google Chrome, o Mozilla Firefox e o Opera. Eles permitem que o usuário personalize a interface, adicione extensões que facilitem a navegação, além de ter interface amigável, navegação em abas e velocidade no carregamento das páginas.
.....
Depois de ler tudo isso pode parecer que o Internet Explorer é o pior aplicativo do mundo. Na verdade, ele também possui características interessantes e tem mostrado algumas inovações em suas últimas atualizações que melhoraram significativamente seu desempenho, mas ainda se encontra defasado em relação aos concorrentes.
A intenção deste artigo é mostrar a você, usuário, que existem outras opções que podem se adequar melhor aos seus objetivos de navegação na internet. Então, faça a comparação e eleja seu navegador de internet favorito!
Fonte: Daniele Starck
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Misael Lima
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Quarta-Feira, 14 de 4 de 2010 às 12h05
O ministro interino da Cultura, Alfredo Manevy, defendeu o uso das lan houses para ampliar e qualificar o acesso à internet pela população. Ele participou de audiência pública, nesta terça-feira, da comissão especial que discute projetos (PL 4371/04 e apensados) que tratam do funcionamento das lan houses.
O ministro interino lembrou ainda que o Vale-Cultura, no valor mensal de R$ 50,00, para trabalhadores com salários de até cinco mínimos, poderá ser usado nas lan houses. A proposta do Vale-Cultura (PL 5798/09) foi aprovada na Câmara e no Senado, mas está em tramitação novamente na Câmara porque os senadores fizeram emendas ao projeto.
Para Manevy, as lan houses têm grande potencial para se tornarem centros de cultura e informação. "Elas podem ajudar numa política pública de qualificação dos usos da Internet no Brasil. Elas podem ter parcerias com as escolas. Podem se transformar em pontos de cultura”, avalia o ministro.
“Acho que nós devemos encarar as lan houses não como parte do problema, mas como parte da solução, e criar um amplo programa de formalização das lan houses, porque há um problema de informalidade, criando incentivos e estímulos e, ao mesmo tempo, induzindo elas a uma relação com cultura e educação", argumenta.
A comissão especial é presidida pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e tem como relator o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ). O relator já adiantou que é favorável à regulamentação das lan houses.
‘Antro de perdição’
Para o presidente da organização não governamental Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, Claudio Prado, que também participou do debate, as lan houses não devem ser encaradas pelas autoridades com preocupação.
"A lan house é considerada por muita gente como um antro de perdição porque é perigoso as crianças serem expostas (a conteúdos indevidos), mas as lan houses têm um potencial extraordinário de educação e de troca de informação”, defende Prado.
No seu entender, essa concepção [antro de perdição] não deve prosperar porque eventualmente acontece uma coisa errada nas lan houses, pois “coisas erradas podem acontecer em qualquer lugar”. Ele sustenta que não faz sentido transformar a lan house num “fantasma perigoso”. “Perigo existe pela natureza humana em todos os lugares. A lan house é fantástica para democratizar o acesso, para instruir as pessoas, abrir janelas, para ventilar novas possibilidades, é muito rica", acrescenta.
Cineclubes
“Pode ser um local onde a pessoa aprende a usar a tecnologia pela primeira vez. As lan houses podem oferecer oficinas, inclusive de multimída, estimulando a produção de conteúdos digitais. Nesses espaços podem haver troca de conteúdos nos moldes dos antigos cineclubes, com a exibição de filmes pela internet”, argumenta Cláudio Prado.
O presidente da ONG deu como exemplo o site YouTube, que, segundo ele, em apenas cinco anos, tem levado as pessoas a produzir conteúdos específicos para ele e que conta com cerca de um bilhão de acessos por dia. Ele disse que há muitos municípios sem cinema que poderiam utilizar as lan houses nos moldes dos antigos cineclubes. “As lan houses não são um antro de perdição, mas um antro de esperança. São os campinhos de várzea da cultura digital.”
Laboratórios de informática
O secretário de educação a distância do Ministério da Educação e Cultura (MEC), Carlos Eduardo Bielschowsky, informou que 42 mil escolas do país já contam com laboratório de informática. Até junho, esse número subirá para 70 mil escolas e, até o final do ano, todas estarão conectadas à internet em banda larga.
O secretário reconhece, no entanto, que a escola não dá conta da demanda, principalmente quando há outros públicos fora da escola, e informou que o MEC apoia a regulamentação das lan houses.
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Misael Lima
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