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18/05/2017 às 14h50

Mulher grava próprio parto enquanto dá à luz sozinha dentro de casa no DF

Do: G1 DF

Visto por 352 pessoa(s).

Misael Lima Postado Por:
Misael Lima
www.facebook.com/MisaeLLimaMN1

Yramar mostra Sofia, a telefonista deu à luz sozinha dentro de casa, em Brasília, e gravou próprio parto (Foto: Yramar Figueiredo/Arquivo pessoal)

Yramar mostra Sofia, a telefonista deu à luz sozinha dentro de casa, em Brasília, e gravou próprio parto (Foto: Yramar Figueiredo/Arquivo pessoal)

'Peguei o celular para usar como espelho e aproveitei pra gravar', disse mãe. Ela e a filha estão internadas em maternidade para exames; bebê nasceu de 2,7 kg.


A telefonista Yramar Figueiredo, de 34 anos, gravou o próprio parto na manhã desta quarta-feira (17) enquanto dava à luz sozinha dentro de casa, em Sobradinho, no Distrito Federal. Segundo ela, a ideia de filmar o parto foi por impulso.

"Eu peguei o celular para usar como espelho, pra ver o que estava acontecendo, e aproveitei pra gravar."

O vídeo, que mostra o exato momento em que Sophia nasceu, tem menos de um minuto, mas a mãe disse ao G1 que o parto durou cerca de dez. "Foi muito assustador, até agora eu não acredito. Não consegui dormir, pensando em como dei conta de tudo aquilo sozinha.

"Eu estava sozinha. Eu e Deus."

Yramar Figueiredo deu luz sozinha à filha e gravou parto dentro de casa, em Brasília (Foto: Yramar Figueiredo/Arquivo pessoal)
Yramar Figueiredo deu luz sozinha à filha e gravou parto dentro de casa, em Brasília (Foto: Yramar Figueiredo/Arquivo pessoal)

A mãe e a bebê estão internadas na maternidade de um hospital particular. Nesta quinta (18), Sofia – que nasceu de 39 semanas – vai fazer os exames do pézinho e da orelhinha e deve receber alta na sexta (19). "Todo mundo no hospital ficou impressionado, todo mundo queria ver o vídeo", disse Yramar.

"Me perguntaram como sabia a hora exata que ela nasceu. Sei, porque gravei e o celular marcou 7h37."

A história do parto inusitado começou na terça (16), quando a bebê "acordou estranha", segundo Yramar. "Ela sempre se mexeu o dia inteiro. Mas nesse dia, ficou quietinha". A telefonista, que já havia tido dois filhos, foi ao Hospital Regional de Sobradinho para saber o que estava acontecendo. Depois de fazer exames que monitoram batimentos cardíacos e contrações, ela recebeu a informação que estava entrando em trabalho de parto.

"A médica disse que eu estava começando as contrações pro parto. Mesmo assim, voltei pra casa, porque achei que fosse aquela contração que chamam de treinamento, que a barriga fica dura. Eu esperava uma dor que irradiva pras costas, como foi com o Davi [o filho do meio]."

Em casa, as dores de Yramar aumentaram ao longo do dia, mas Sophia não deu sinais de que iria nascer.

"Passei o dia e a noite sentido muita dor e não consegui dormir. Na manhã do dia seguinte [quarta], ainda levantei para preparar os meninos pra escola sentindo as contrações."

A telefonista é mãe de Geovana, de 11 anos, e de Davi, de 7, e cuida das crianças sozinha. "Não tinha outro jeito. Se eles ficassem [em casa], seria pior." Os dois filhos nasceram de parto normal, mas à moda convencional – dentro de um hospital.

Na quarta-feira, Yramar teria a última consulta do pré-natal da Sophia por volta das 10h e o pai da bebê havia combinado de levá-la. "Mas as dores fortes começaram às 6h, tomei um banho e pedi para ele me buscar mais cedo, porque [a contração] estava de 3 em 3 minutos."

A bolsa estourou logo depois e Yramar voltou para o chuveiro para se limpar, quando sentiu a cabeça da neném "coroando". Antes de se deitar na cama, a grávida ainda foi enrolada em uma toalha até o portão da casa para destrancá-lo, caso precisasse ser socorrida.

"Coloquei a mão por baixo [das pernas] com medo de ela cair e fui até o portão. Quando voltei, forrei a cama com edredom e deitei atordoada, sem saber direito o que estava acontecendo."

Yramar logo depois do parto, com Sophia no colo (Foto: Yramar Figueiredo/Arquivo pessoal)
Yramar logo depois do parto, com Sophia no colo (Foto: Yramar Figueiredo/Arquivo pessoal)

Quando o pai da bebê chegou e percebeu o que tinha acabado de ocorrer, ficou "deseseperado", contou Yramar. Ele a levou até um hospital privado com o cordão umbilical ainda ligado à filha.

"Com o tanto de coisa que aconteceu, eu nem pensei em cortar [ o cordão], nem sabia como faria."

Segundo Yramar, a obstetra chegou a cogitar a possibilidade de fazer cesária, porque a dilatação não estava evoluindo como o esperado. "Há quase um mês, eu tava com 3cm de dilatação e a médica disse que se eu chegasse lá na quarta e ainda estivesse assim, teria que fazer cesárea."

"Eu respondi que seria normal. A previsão dela era pro o dia 22. A Sophia nasceu de parto normal e ainda foi fora da hora."

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